A emissora dedicada a música e entretenimento Fuse divulgou sua lista dos 20 melhores CDs lançados esse ano.

O oitavo álbum de estúdio da cantora barbadiana Rihanna aparece em primeiro lugar na lista:

TOP 5
5. David Bowie – ‘Blackstar’
4. Chance the Rapper – ‘Coloring Book’
3. Beyoncé – ‘Lemonade’
2. Solange – ‘A Seat at the Table’
1. Rihanna – ‘ANTI’

 

Leia abaixo a crítica de Bianca Gracle traduzida e adaptada.

 

“I got to do things my own way darling / Will you ever let me? Will you ever respect me? No.”

A letra de “Consideration”, a faixa de abertura do ANTI, diz tudo. Ao longo de sua imensamente bem sucedida carreira, Rihanna tem nos abençoado com infinitos sucessos dance-pop que nos mantém dançando até nossos pés sangrarem, colaborações com artistas importantes que a mantem subindo cada vez mais alto nos charts, e formando equipe com alguns dos maiores produtores de sucessos de todos os tempos. Mas para o ANTI, carinhosamente apelidado de R8 pela Navy, a “ícone-pop-em-fabricação” colocou tudo isso de lado para criar um álbum que oficialmente a solidificou como uma verdadeira e genuína artista.

Não foi um caminho fácil até aqui. Nós, fãs, lutamos por mais de três anos (o maior período que Rih já esperou para lançar um álbum) de promoções bagunçadas de sua gravadora, singles aleatórios que nem sequer integraram o produto final, prévias no Instagram que nos deixavam salivando por mais, e até ela dizendo que o álbum estava chegando “muito em breve” em entrevistas. Mas tudo isso valeu a pena, porque ela nos deu seu projeto mais coeso até hoje. Nós pensamos que Rihanna havia saído de sua zona de conforto com o Rated R em 2009, mas ANTI provou ser o irmão mais maduro, controlado e disposto a arriscar que não leva desaforo de ninguém.

ANTI nada em sonoridades que nunca ouvimos Rihanna explorando antes, refaz notas que refletem o quanto ela cresceu como vocalista, e faz uma celebração abrangente das facetas de sua feminilidade. “Higher” é uma apaixonada, suplicante mensagem de voz que nós enviamos aos nossos ex-amores enquanto estamos bêbados. “Love on the Brain” é uma balada magistralmente dolorosa (e uma de suas melhores músicas de todos os tempos), “Desperado” é uma brincadeira ocidental sinistra, “Needed Me” é o melhor e maior hino sobre um término selvagem, e “Same Ol’ Mistakes” é um psicodélico passeio de euforia. Anti é a completa encarnação da Rihanna: sombrio, perigoso, levemente vulnerável, sensual e muito mais que sua típica pop star.